'Rússia não pode ser isolada', diz Pútin

17 de outubro de 2016 Kira Egorova, Gazeta Russa
Mas presidente não nega que economia esteja sofrendo com sanções ocidentais.
 Vladimir Putin
Presidente russo relembrou a ameaça à exportação de tecnologias representada pelas sanções. Foto:Mikhail Metzel/TASS

Devido a seu tamanho e peso na política global, a Rússia não pode ser isolada do resto do mundo, declarou o presidente Vladímir Pútin durante Fórum de Investimento "Russia Calling", realizado em 12 de outubro, em Moscou.

"No que diz respeito ao isolamento... Eles não têm motores ou gasolina para percorrer todas as nossas fronteiras! Como alguém pode falar do isolamento quando se trata da Rússia?", disse o presidente quando perguntado sobre possíveis novas sanções contra o país devido ao conflito na Síria.

“Quaisquer restrições econômicas ditadas pela política são prejudiciais a todos”, completou.

O presidente não negou, porém, que a economia russa esteja sofrendo com sanções ocidentais.

"As sanções representam, acima de tudo, uma ameaça à exportação de tecnologias", disse.

Segundo Pútin, nos últimos anos, o país conseguiu uma "estabilidade macroeconômica" que é refletida na redução bem-sucedida da inflação pelo Banco Central.

"No início de outubro de 2016, a taxa de inflação anual foi de 6,4%, enquanto no mesmo período do ano anterior, o indicador foi de 15,7%", disse, ressaltando que, em 2017, o Banco Central deve alcançar sua meta de inflação, de 4%.

Outros sinais de estabilidade, de acordo com Pútin, são a redução da volatilidade da moeda nacional e o aumento das reservas internacionais do Banco Central, que hoje estão avaliadas em US$ 400 bilhões.

"Em 1 de janeiro de 2016, as reservas não ultrapassavam US$ 368 bilhões", disse o presidente.

Durante os primeiros 8 meses de 2016, a entrada líquida de investimentos estrangeiros no setor não financeiro triplicou, totalizando US$ 3,8 bilhões, enquanto a saída líquida de capitais caiu para um quinto, de US$ 48 bilhões para US$ 9,6 bilhões.

"Conseguimos equilibrar o orçamento de 2017 com um déficit de 3%. É um nível aceitável, mesmo para as principais economias do mundo", disse.

Petróleo e cooperação com a Ásia

Segundo o presidente russo, o congelamento dos volumes de produção de petróleo beneficiará não apenas a Rússia, mas a economia mundial em geral.

"Se os países membros da OPEP assinarem o acordo final sobre o congelamento, apoiaremos essa iniciativa'', declarou Pútin.

Ele também afirmou que, hoje, o comércio da Rússia com a Ásia e a América Latina corresponde a apenas 28% da balança comercial do país no exterior.

“No entanto, há uma tendência de melhoria nessas taxas", completou.

Para ele, o futuro dos investimentos na economia russa dependerá do desenvolvimento de altas tecnologias e da preparação de pessoal qualificado.

A exportação de tecnologias para outros países, que, hoje, está limitada devido às sanções econômicas, ajudará a desenvolver o setor e aumentar os investimentos estrangeiros.

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