“Banco dos Brics deve ter sede na África do Sul”

15 de maio de 2013 Aleksandr Netchaev, ITAR-TASS
Autoridades sul-africanas alegam que, além de instituição ajudar a desenvolver o continente, África é uma das grandes promessas para resolver os problemas mundiais.
Zuma explicou que banco do Brics foi motivado pela insatisfação dos membros com FMI e Banco Mundial Foto: Press Photo/World Economic Forum
Zuma explicou que banco do Brics foi motivado pela insatisfação dos membros com FMI e Banco Mundial Foto: Press Photo/World Economic Forum

Durante discurso no Fórum Econômico Mundial (FEM), realizado na cidade do Cabo na última sexta-feira (10), o presidente sul-africano Jacob Zuma, declarou que a sede do Banco do Brics deve ficar situada em seu país.  “O banco deve ser criado aqui, pois é no continente africano que existe a maior necessidade dele”, disse Zuma.

Em março passado, a cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), na cidade sul-africana de Durban, chegou a um consenso sobre a criação de um banco de desenvolvimento do grupo. Porém, os ministros das Finanças ficaram responsáveis por decidir questões organizacionais, inclusive a localização da sede da nova instituição financeira.

Zuma confirmou também que um dos motivos da decisão de criar um banco dos Brics foi a insatisfação dos países-membros com a reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. “Precisamos de uma atitude diferente da adotada pelos bancos antigos existentes que, por vezes, são muito lentos”, disse o líder sul-africano.

O principal desafio da África, segundo Zuma, é o desenvolvimento da infraestrutura e, por isso, acredita que o banco poderá solucionar esse problema.

O ministro das Finanças da África do Sul, Pravin Gordhan, exortou os participantes do fórum a investirem de forma mais ativa nos países africanos, cuja contribuição para a economia mundial vai crescer rapidamente. “Há grandes oportunidades aqui”, repetiu Gordhan, lembrando que o continente possui  60% das terras agrícolas do mundo.

Além disso, nas próximas duas ou três décadas, o número de jovens na África será maior do que em outros continentes. “Essa região trará novas respostas a desafios, tais como mudança climática, desenvolvimento econômico, redução da pobreza e da desigualdade”, finalizou o ministro sul-africano.


Publicado originalmente pela Itar-Tass

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