Site reúne dois séculos de conquistas científicas russas

27 de junho de 2017 Victória Zaviálova
Materiais diversos, desde a bomba atômica aos capacetes espaciais, são disponibilizados pelo Museu Politécnico de Moscou, entre outras instituições e centros de pesquisas do país.
Traje espacial Sokol-KB-2 que pertencia ao cosmonauta Iúri Lontchakov está exposto no Museu Espacial de Samara Foto:Konstantin Tchalabov/RIA Nôvosti

A plataforma on-line Thngs oferece acesso a informações sobre as descobertas da ciência russa nos últimos 200 anos. No site, cada coisa tem sua própria página com descrição, material multimídia e arquivos que qualquer usuário pode adicionar e editar.

Segundo o designer e empresário Dmítri Dewinn, fundador da Thngs, a ideia é preservar o conhecimento sobre o mundo material.

“As coisas são a memória física da humanidade; de nosso passado e presente”, explica Dewinn em seu site. “Mas as coisas quebram, se danificam e desaparecem ao longo do tempo. Ao conservar informações sobre uma coisa, conservamos a coisa em si.”

A plataforma também oferece a possibilidade de recriar coisas. “A transformação do digital de volta para o físico”, diz Dewinn.

Entre o material disponível estão itens de seu último projeto, “A Rússia faz o seu”, no qual preservou centenas de objetos da coleção do Politécnico de Moscou, um dos mais antigos museus de ciência do mundo.

“Nós trabalhamos em uma espécie de Wikipédia de coisas por mais de dois anos”, conta o fundador. “Somos especializados em digitalização de imagens para museus com informações completas sobre um objeto. Esse não é o nosso primeiro projeto com o Museu Politécnico; já apresentamos objetos do programa espacial soviético.”

Confira algumas realizações científicas apresentadas na Thngs e selecionadas a dedo pela Gazeta Russa.

Para acessar a coleção completa, clique aqui.

Lâmpada de Tchikolev (1873-1874)

Esta lâmpada elétrica de mesa, desenvolvida por Vladímir Tchikolev, é uma lâmpada a arco voltaico com um controlador diferencial que resolve o problema da estabilidade do arco elétrico. O controlador assegura o movimento dos carbonos dependendo da corrente e tensão.

Primeira bomba atômica soviética RDS-1 (1949)

Primeira bomba atômica soviética RDS-1, de 1949 (Foto: Thngs)Primeira bomba atômica soviética RDS-1, de 1949 (Foto: Thngs)

RDS-1, a primeira bomba atômica soviética, tinha 3,7 metros de comprimento e pesava 4,6 toneladas. A explosão nuclear era desencadeada por um sistema automatizado que assegurava sua ocorrência no ponto determinado de sua trajetória. O teste bem-sucedido da bomba foi feito em 29 de agosto de 1949.

Telégrafo de Morse (1897)

Telégrafo de Morse, de 1897  (Foto: Thngs)Telégrafo de Morse, de 1897 (Foto: Thngs)

Dispositivo eletromecânico utilizado para transmissão e recepção de mensagens em código Morse. O transmissor consiste em uma chave de telégrafo usada para entrada (do sinal) e um mecanismo de gravação controlado por um eletroímã.

Robô Sepulka (1962)

Robô Sepulka, de 1962 (Foto: Thngs)Robô Sepulka, de 1962 (Foto: Thngs)

O guia robotizado Sepulka foi desenvolvido na oficina experimental da Sociedade Znanie (conhecimento, em português) de Difusão Científica, cujo objetivo principal era elucidar as massas durante o período da União Soviética.  Nesse objeto, um gravador embutido reproduz o discurso, que é controlado por rádio.

O Sepulka recebeu o nome de um personagem de histórias de ficção científica cuja origem e propósito são desconhecidos.

Traje espacial Sokol, (1900-2000)

Traje espacial Sokol (Falcão, em russo) (Foto: Thngs)Traje espacial Sokol (Falcão, em russo) (Foto: Thngs)

Esse traje foi concebido para proteger os cosmonautas dos efeitos negativos no espaço – vácuo, radiação solar, temperaturas extremas – e de detritos espaciais e micrometeoritos fora da estação espacial. A roupa é equipada com um sistema de suporte à vida automatizado.

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