Roscosmos lança sistema de rastreamento de lixo espacial no Brasil

7 de abril de 2017 Vassíli Krilov
Exemplo de cooperação em exploração espacial entre países é “excelente”, segundo diretor de agência espacial russa. Complexo é primeiro que agência instala fora da Rússia, e fica localizado no Observatório do Pico dos Dias, em Minas Gerais.
Space Debris
Estação tem três telescópios que podem detectar objetos, em diferentes órbitas, em altitudes de 120 a 40 mil quilômetros. Foto:Divulgação

Na última quarta-feira (5), a agência espacial russa Roscosmos lançou um sistema optoeletrônico para detecção de lixo espacial no Observatório do Pico dos Dias, no sudoeste de Minas Gerais.

O projeto foi implementado a partir do acordo firmado, em 21 de Novembro de 1997, entre a Federação Russa e o governo da brasileiro e intitulado “Sobre a Cooperação na Exploração Espacial para Fins Pacíficos”.

A cerimônia de inaguração do sistema contou com a presença de representantes da Roscosmos, da Agência Espacial Brasileira, do Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil e do Laboratório Nacional de Astrofísica do Brasil.

“O sistema optoeletrônico é um excelente exemplo da cooperação entre a Rússia e o Brasil na exploração espacial, e mostra o alto nível e a profundidade da interação entre os dois países”, disse o diretor da Roscosmos, Ígor Komarov.

O sistema no Brasil é a primeira estação de monitoramento do espaço russa que funcionará fora de seu território, e permite detectar automaticamente objetos espaciais (entre eles, naves, resíduos e detritos espaciais), determinar coordenadas angulares e processar dados.

A estação tem três telescópios que podem detectar objetos, em diferentes órbitas, em altitudes de 120 a 40 mil quilômetros.

Embora o sistema opere em regime automático, especialistas brasileiros realizarão a assistência técnica do equipamento.

A informação recebida através do sistema será enviada para o centro de controle em Moscou, e o acesso aos dados estará disponível também para os cientistas locais, para realizar pesquisas astrofísicas.

O complexo no Brasil faz parte de uma rede de sistemas optoeletrônicos da Roscosmos cujo objetivo principal é evitar que naves espaciais em operação colidam com lixo espacial.

Atualmente, o Brasil possui também quatro estações do sistema russo de navegação global por satélite Glonass.

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