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Palácio Massandra, na Crimeia, tem séculos de história russa

Local nunca teve moradores e se tornou um museu em 1992. Veja curiosidades.
De Irina Ossipova

1. O palácio nunca foi habitado

Foto: Legion MediaFoto: Legion Media

Massandra é um dos lugares mais bonitos da costa sul da Crimeia, com suas rochas imponentes, grutas, fontes de águas naturais e cachoeiras. Depois que a região se tornou parte do império russo, em 1783, a imperatriz Catarina 2ª deu a propriedade de Massandra de presente para o aristocrata francês Karl Heinrich von Nassau-Siegen.

Na segunda metade do século 19, Massandra tornou-se propriedade do governador geral da Crimeia, o conde Vorontsov. Em 1789, seu filho, o príncipe Semion Vorontsov, iniciou a construção do palácio de Massandra. Mas dois anos depois o projeto teve que ser interrompido, devido às mortes do arquiteto responsável e do próprio príncipe.

2. O local tornou-se uma cabana de caça

Nicolai 2º e sua esposa, Aleksandra Fiodorovna / Foto: TASS Nicolai 2º e sua esposa, Aleksandra Fiodorovna / Foto: TASS

Em 1889, o palácio inacabado foi comprado por 85 mil rublos pelo imperador Aleksandr 3º, que também morreu antes que a construção fosse concluída. Seu filho, Nicolai 2º, terminou o palácio em homenagem ao pai.

Nenhum membro da dinastia Romanov jamais passou uma única noite no palácio, que era usado apenas para visitas curtas durante viagens de caça ou idas à Igreja da Decapitação de João Batista, construída no início do século 19 e demolida após a revolução.

3. O palácio foi inspirado em castelos do vale do Loire, na França

Foto: Legion MediaFoto: Legion Media

O primeiro arquiteto que trabalhou no palácio de Massandra foi o francês Étienne Bouchard, que projetou a construção no estilo dos castelos medievais franceses do vale do Loire, com torres arredondadas e tetos altos.  

Foto: Legion MediaFoto: Legion Media

Sob o governo dos Romanov, Maximilian Messmacher, o famoso arquiteto que projetou diversas mansões em São Petersburgo, concluiu a construção do palácio. Ele manteve o estilo de Bouchard, mas mudou alguns detalhes, dando ao palácio um aspecto mais leve e mais decorativo, acrescentando elementos renascentistas e barrocos, no estilo de Luís 13.

4. Um parque em estilo francês foi construído ao redor do palácio

Foto: Legion MediaFoto: Legion Media

O parque foi concebido de forma fiel ao estilo do palácio, com canteiros de flores e fontes em declive.

Foto: Legion MediaFoto: Legion Media

O espaço foi decorado com esculturas, feitas em pedra ou moldes de gesso tirados de estátuas do Museu Imperial de Belas Artes de Berlim.

5. O palácio foi aberto ao público na época dos czares

Vista do palácio de Massandra/ Foto: Getty ImagesVista do palácio de Massandra/ Foto: Getty Images

Como os Romanov nunca planejaram viver no local, o palácio não era cercado de edifícios destinados a abrigar os empregados e acompanhantes da corte, tendo somente uma casa para guardas. Mesmo assim, o palácio e o parque eram aberto à visitação de qualquer pessoa.

6. O interior do palácio era decorado em diferentes estilos

Gabinete de Maria Fiodórovna / Legion MediaGabinete de Maria Fiodórovna / Legion Media

Como era destinado a visitas breves, o palácio de Massandra não possuía suítes luxuosas. Os quartos eram decorados em diferentes estilos históricos, seguindo a moda vigente na segunda metade do século 19.

Sala de jantar do palácio/ Foto: Legion MediaSala de jantar do palácio/ Foto: Legion Media

A sala de jantar era decorada com painéis de madeira em estilo renascentista, um dos quartos era em estilo rococó e os quartos privados do imperador e da imperatriz eram mobiliados em estilo neoclássico com peças do estilo “russo jacobino”.

7. Após a revolução, o local se tornou casa de campo de Stálin

Palácio de Massandra, que atualmente é parte do Palácio e Parque-Museu de Alupka, na Crimeia. / Foto: Maks Vetrov/RIA NovostiPalácio de Massandra, que atualmente é parte do Palácio e Parque-Museu de Alupka, na Crimeia. / Foto: Maks Vetrov/RIA Novosti

Logo após a Revolução Russa, o palácio foi usado como sanatório por um tempo. Em 1948, foi transformado em uma espécie de casa de campo, usada por Ióssif Stálin em dois períodos de descanso.

O palácio também era frequentado pelos secretários gerais Nikita Khruschov e Leonid Bréjnev. Em 1992, finalmente foi transformado em museu.

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15 de julho de 2017
Tags: palácio, crimeia, história

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