Ataque em São Petersburgo: fatos, teorias e opiniões

O número de mortos no ataque ocorrido na cidade russa subiu para 14 na terça-feira (4). As medidas de segurança aumentaram também na capital, e a investigação tem um suspeito.
Medidas de segurança foram reforçadas nos metrôs de São Petersburgo e Moscou Foto:ZUMA Press/Global Look Press

Na manhã de terça-feira (4), a ministra da Saúde russa, Verônika Skvortsova, anunciou que o número de mortos na explosão ocorrida na segunda-feira (3) no metrô de São Petersburgo subiu para 14. Onze desses morreram imediatamente, e outros três, que estavam entre as dezenas de feridos, no hospital.  

O escritório do Ministério Para Situações de Emergência de Emergência em São Petersburgo publicou uma lista dos 49 feridos que permanecem internados.

Uma segunda bomba foi plantada no metrô Plochad Vosstânia, mas foi desarmada pelas forças de segurança sem deixar feridos.

De acordo com o jornal local “Fontanka”, houve uma denúncia sobre a localização dos explosivos que não detonaram, que estavam em uma mala abandonada e consistiam de dois blocos de TNT, com cerca de meio quilo cada, dentro de um extintor de incêndio.

Hipóteses

Uma das primeiras teorias surgidas na segunda-feira era a de que ambas as bombas haviam sido plantadas por um homem de barba longa e roupas escuras.

A suposição foi rapidamente dissipada porque o suspeito viu sua imagem na TV e se apresentou à polícia, declarando-se inocente.

Mais tarde, o jornal econômico RBC divulgou declarações da polícia de São Petersburgo de que o homem realmente não estava envolvido no incidente.

Outro suspeito foi apontado como terrorista suicida, um estudante do Cazaquistão chamado Maksim Arishev, mas a informação não foi confirmada.

Um terceiro suspeito, nativo do Quirguistão, porém, foi confirmado pelo porta-voz do Comitê de Segurança Nacional do país. Ele seria Akbarjon Djalilov, nascido em 1995.

Segundo o jornal Kommersant, ele teria sido identificado pela cabeça, a única parte de seu corpo intacta após a explosão.

Estado Islâmico?

A investigação também está checando se há envolvimento de organizações terroristas no ataque, como o EI (Estado Islâmico).

Citando uma fonte que não quis ser identificada, o Kommersant afirma que os serviços de segurança russos sabiam que havia um ataque terrorista sendo preparado na cidade, porque vinham monitorando um cidadão russo que colaborou com o EI e foi detido em seu retorno da Síria.

Com o telefone desse grampeado, foram detectados os números de terroristas ligados ao EI e que teriam organizado o ataque. Os agentes, porém, não tiveram tempo suficiente para detê-los antes da tragédia.

Depois da primeira explosão, porém, os agentes teriam bloqueado as linhas de comunicação do grupo, evitando outros ataques, de acordo com o jornal.

Ainda não há, porém, provas ainda de que Djalilov tenha conexões com o EI.

Situação em São Pete

Apesar de o metrô ter retomado operações na terça-feira, as estações têm sido paralisadas de tempos em tempos devido a objetos abandonados ou denúncias telefônicas sobre bombas.

Sob uma dessas denúncias, um dos departamenos da Universidade Estatal de São Petersburgo também foi evacuado.

As inspeções estão sendo realizadas também em outras cidades. Em Moscou, o vice-prefeito Maksim Liksutov disse que as medidas de segurança foram elevadas no metrô, que agora conta com mais policiais, inspeções e cães policiais.

Um dos suspeitos dos ataques é o quirguiz Akbarjon Jalilov. / Russian Archives/Global Look PressUm dos suspeitos dos ataques é o quirguiz Akbarjon Jalilov. / Russian Archives/Global Look Press

Guerra declarada?

“Essas medidas que as pessoas comuns veem são só a ponta do iceberg”, diz presidente da Associação de Veteranos da Unidade Alfa Antiterror, Serguêi Gontcharov.

“O trabalho secreto da inteligência que os serviços de segurança conduzem agora é de importância primordial para descobrir possível cúmplices dos terroristas e prevenir atentados no futuro”, diz ele.  

Para o chefe da União de Passageiros, Kirill Iankov, não importa o número de policiais no metrô, pois a polícia não pode checar todos.

“Tem muito mais efeito o trabalho que ninguém vê, que são as operações da inteligência, o trabalho nas redes sociais e etc.”, afirma.

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