Falha nos motores causou queda de caça no Mediterrâneo

23 de novembro de 2016 Mikhail Khodorenok, gazeta.ru
Um avião de ataque da Força Aérea russa caiu no mar em 13 de novembro enquanto tentava aterrissar no porta-aviões Almirante Kuznetsov, após uma missão na Síria. Embora oficiais e fontes do governo tenham evitado comentar o incidente, o jornal on-line Gazeta.ru tentou entender o que realmente aconteceu.
Almirante Kuznetsov vem sendo usado pela primeira vez em combate real Foto:AFP/East News

Um caça MiG-29KR russo que tentava pousar no porta-aviões Almirante Kuznetsov após realizar uma missão na Síria caiu no mar Mediterrâneo, em 13 de novembro, devido a falhas em ambos os motores, segundo fontes do Ministério da Defesa.

Segundo informações reunidas pelo jornal Gazeta.ru, o piloto do caça, que comanda os serviços para segurança de voo no mar Negro e conseguiu se ejetar do avião antes da queda, tem experiências de mais de 200 pousos no Almirante Kuznetsov.

Uma fonte da pasta da Defesa russa também descreveu o piloto como sendo “um dos mais experientes” em aterrissagem em convés.

Após o incidente, o departamento de comunicação do órgão chegou a emitir uma nota oficial explicando o motivo da falha técnica do avião.

Urgência durante pouso

De acordo com a fonte entrevistada pelo Gazeta.ru, o convés do Almirante Kuznetsov possui quatro cabos de desaceleração (sistemas mecânicos utilizados para uma rápida desaceleração da aeronave após o pouso).

Ao aterrissar, o ideal é que o piloto faça com que a cauda do avião pegue o segundo cabo ou, se possível, o terceiro (e até mesmo o quarto cabo, que atua como reserva). Se o piloto tenta pegar o primeiro cabo, existe o perigo de a cauda tocar no convés do navio, especialmente porque o porta-aviões está sujeito ao balanço do mar.

No último dia 13 de novembro, três MiG-29KRs decolaram do Almirante Kuznetsov. Após concluírem suas missões, os caças retornaram ao navio. 

Os pousos deveriam ser conduzidos com um intervalo de 3 a 4 minutos.

O primeiro caça pousou sem qualquer complicação. O segundo MiG-29KR pegou o segundo cabo de desaceleração, rasgou-o e, no final, parou no quarto, o cabo-reserva. O segundo cabo, então rasgado, ficou emaranhado com o terceiro e incapacitado para o pouso do próximo avião, que já estava se aproximando do navio.

Como a equipe do porta-aviões precisava de tempo hábil para consertar os cabos, o supervisor de voo pediu para o piloto do terceiro caça dar uma nova volta ao redor do navio.

Foi nesse momento, enquanto o avião esperava para pousar, que ambos os motores falharam. Segundo uma teoria preliminar, o combustível teria parado de entrar nos motores, restando apenas ao piloto se ejetar do veículo em queda.

Com o jornal Gazeta.ru

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