EUA ampliam sanções contra Rússia

5 de setembro de 2016 Aleksêi Lossan, Gazeta Russa
Novas medidas afetam construção de ponte ligando Crimeia e Rússia continental, de estação de rádio e de piscina olímpica.
Ponte que conecta Crimeia a Krasnodar será concluída em 2019 Foto:Vitáli Timkiv/TASS

Na última quinta-feira (1), o governo dos Estados Unidos ampliou as sanções econômicas contra empresas e cidadãos russos. Além das sete companhias empenhadas na construção de uma ponte ligando a península da Crimeia à Rússia continental, as sanções também afetam subsidiárias do maior produtor de gás russo e diversos grandes estaleiros.

Segundo documento publicado pelo Tesouro norte-americano, as novas sanções afetam, no total, 17 pessoas e mais de 100 empresas.

"A própria lógica desse processo de imposição de sanções, como entendida no mundo anglo-saxônico, implica em um aumento gradual da pressão. Assim, a expansão das medidas restritivas contra a Rússia não surpreende", diz o especialista em macroeconomia da consulatoria financeira Otkrítie Broker, Serguêi Khestanov.

Após a introdução das novas medidas, a empresa Mostotrest, que está construindo a ponte na Crimeia, adiou a colocação de obrigações no valor de US$ 153 milhões.

As novas sanções também afetam diversas subsidiárias da Gazprom que não têm relação com a produção de matérias-primas. As sanções afetam, por exemplo, a holding Gazprom Media, proprietária da Ekho Moskvi - estação de rádio considerada oposicionista no país. 

Curiosamente, a lista também inclui a piscina aberta Tchaika, em Moscou. O local recebeu diversas competições dos Jogos Olímpicos de 1980.

De acordo com o Tesouro dos EUA, a piscina é de propriedade de estruturas do banco estatal VTB, incluso na lista das sanções.

"Não sei como as sanções afetarão o trabalho da piscina. Provavelmente, não poderemos vender as entradas em dólares”, brincou o presidente do VTB, Andrêi Kóstin.

A partir de agora, cidadãos e empresas norte-americanos não podem emprestar dinheiro a essas empresas e a pessoas jurídicas por períodos superiores a 90 dias.

De acordo com o presidente da Gazprom, Aleksêi Miller, as novas medidas não afetarão a empresa. Segundo ele, a empresa compra apenas 5% de seus equipamentos no exterior.

"Apesar da ampliação das sanções, o principal índice da bolsa de valores russa está positivo”, diz o vice-presidente do banco Loko-Bank, Andrêi Liúchin.

Para ele, após as declarações de Pútin sobre um possível acordo com os EUA em relação à Síria, os investidores começaram a esperar uma reaproximação do país com o mundo ocidental. 

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