Moscou pode enviar embaixador linha-dura a Washington

Apesar de degelo nas relações bilaterais, Kremlin avalia nomear um diplomata especializado em assuntos militares ao posto. Sugestão teria sido aventada ainda durante corrida eleitoral dos EUA, quando Hillary possuía chances de vitória.
Provável candidato ao posto, Anatóli Antonov figura na lista de sanções da UE desde 2015 Foto:RIA Nôvosti

Moscou se prepara para substituir o embaixador da Rússia nos EUA, e segundo a imprensa russa, o Kremlin estaria considerando a possibilidade de nomear ao cargo um diplomata especializado em assuntos militares.

De acordo com o jornal “Kommersant”, o principal candidato a função é Anatóli Antonov, um diplomata de carreira que atuou como vice-ministro da Defesa por cinco anos e, desde dezembro passado, é vice-ministro dos Negócios Estrangeiros.

“No Ministério da Defesa, Antonov supervisionava a cooperação internacional e, desde que se mudou para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, começou a lidar com questões de segurança político-militar”, escreveu o “Kommersant”.

Quatro fontes anônimas do governo russo citadas pelo jornal russo alegam que o Kremlin teria decidido nomear uma figura linha-dura nas relações com os EUA no segundo semestre de 2016, quando a liderança política do país se preparava para uma possível vitória de Hillary Clinton e, assim, “para tensões nas relações bilaterais”.

No entanto, embora Clinton não tenha vencido e o atual presidente Donald Trump seja conhecido por sua retórica mais suave em relação a Moscou, o Kremlin ainda avalia Antonov como seu candidato principal ao cargo, acrescenta o “Kommersant”.

A decisão final ainda não foi tomada e outros candidatos, cujos nomes não vieram a público, também estão em consideração. Fontes próximas a Antonov, porém, negam rumores de uma possível nomeação.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros tem experiência considerável em questões militares e políticas nas relações Moscou-Washington, liderando as delegações russas em várias negociações, incluindo conversas sobre o novo acordo START.

Em 2015, Antonov foi inserido na lista de sanções da União Europeia juntamente com outras autoridades do Estado russo.

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