Organizações antidoping pedem banimento de atletas russos de competições

12 de janeiro de 2017 Ígor Rôzin, Gazeta Russa
Líderes das organizações nacionais antidoping no esporte se reuniram na Irlanda para refletir sobre as evidências apontas na segunda parte do relatório McLaren, publicado pela Wada em dezembro; Rússia e atletas russos devem ser sancionados até que passem a aderir às normas internacionais de controle contra dopagem.
Países também pedem proibição de torneios na Rússia Foto:Aleksêi Malgavko/RIA Nôvosti

Dezenove organizações nacionais antidoping (Nado, na sigla em inglês) pediram, em declaração emitida na terça-feira (10), o banimento dos atletas russos de todas as competições esportivas internacionais assim como o cancelamento de torneios globais que estejam planejados para acontecer na Rússia.

A proposta é uma resposta à publicação da segunda parte do relatório da comissão independente da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), que alega um abuso em massa de dopagem e manipulações de resultados de testes feitos pelos atletas profissionais no país. 

“Após as devastadoras evidências de corrupção sistêmica terem sido expostas pelo segundo relatório McLaren, os líderes de 19 organizações antidoping nacionais reuniram-se em uma conferência especial, organizada pela Sport Ireland, esperando restaurar a credibilidade dos atletas limpos e resguardar que a integridade do esporte não seja mais tão ameaçada em sua reputação”, afirmou a nota emitida pela Nado.

O documento foi assinado pelos líderes antidoping da África do Sul, Alemanha, Áustria, Bélgica, Canadá, Croácia, Dinamarca, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Estônia, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Japão, Polônia, Suécia e Suíça.

“Com a descoberta de novas e irrefutáveis evidências da existência de um sistema de dopagem institucionalizado na Rússia feita por McLaren e seu time, o grupo de líderes pede a exclusão das organizações esportivas russas de todas as competições internacionais até que o esporte e os sistemas de antidoping do país estejam de acordo com as normas do código internacional de antidoping”, diz o texto da declaração. 

“Os líderes [das Nados] também pediram que as federações internacionais de esporte e outros grandes organizadores de eventos esportivos das maiores competições globais cancelem as competições planejadas para acontecerem na Rússia, e que uma moratória para sua seleção como país hospedeiro seja imposta”, continua o documento. 

De acordo com a segundo relatório McLaren publicado no início de dezembro em Londres pela Comissão Independente da Wada e seu dirigente, o professor canadense de direito esportivo Richard McLaren, mais de mil atletas russos que competiram neste ano, nos jogos de verão, inverno e nas Paralimpíadas, estariam envolvidos em manipulações do sistema para esconder testes antidopings de resultados positivos.

Este relatório apontou em particular que amostras para teste de doping de 12 medalhistas russos participantes dos jogos de inverno de 2014, em Sochi, foram adulteradas. E que os resultados de testes antidoping de dois atletas russos, ambos ganhadores de quatro medalhas de ouro nas Olimpíadas de Sochi, foram falsificados.

O documento não cita nomes e seu diretor, McLaren, disse que a decisão sobre não publicar os nomes dos atletas, ditos culpados de doping, é a para proteger, neste momento, suas vidas privadas, mas principalmente porque esta decisão, segundo o professor, não cabe a ele, mas deve ser das federações internacionais dos esportes em questão.

Com as agências de notícias

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