Estatal de Moscou mantém 3º lugar em ranking universitário de emergentes

1 de dezembro de 2016 Pável Rítsar, Gazeta Russa
China liderou lista que reúne instituições dos países do Brics e outros emergentes. Embora Brasil tenha superado a Rússia em número de instituições, país ficou de fora do Top 10.
Universidade Lomossov, em Moscou Foto:Serguêi Savostianov /TASS

A Rússia possui 24 instituições de ensino superior no ranking de universidades dos Brics e de economias emergentes divulgado pela revista britânica “Times Higher Education” (THE), referência em reputação acadêmica, nesta quarta-feira (30).

Apesar de a Universidade Estatal de Moscou Lomonossov ter mantido a terceira colocação, o  desempenho geral da Rússia recebeu avaliações mistas por parte dos autores do estudo.

“Embora 10 dessas 24 universidades tenham perdido posições, a Universidade Estatal de Moscou Lomonossov manteve o terceiro lugar em meio à crescente competição com a China, e o Instituto de Física e Tecnologia de Moscou subiu 81 lugares para o 12º, graças ao melhor desempenho em ensino, transferência de conhecimento e perspectivas internacionais”, disseram os pesquisadores.

Além das duas citadas, a Universidade Nacional de Pesquisa Nuclear (MEPhI) de Moscou também teve destaque entre as russas ao saltar 7 posições para o 19º lugar.

Entre as 10 melhores colocadas na classificação geral, a China garantiu presença maciça: a Universidade de Pequim (1º), Universidade de Tsinghua (2º), a Universidade de Ciência e Tecnologia da China (5º), a Universidade de Fudan (6º), Universidade de Shanghai Jiao Tong (7º) e a Universidade de Zhejiang (9º).

Além das instituições do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o ranking avaliou países emergentes como Chile, México e Turquia.

Brasil fora do Top 10

A Universidade de São Paulo (USP), que era a única instituição brasileira entre as dez primeiras no ano passado, caiu do 9º lugar para 13º. Outras 11 instituições do Brasil também perderam posição no ranking.

O Brasil tem, no total, 25 universidades entre as 300 listadas no ranking. No top-100 figuram ainda a Universidade Estadual de Campinas (28º), a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (55º) e a Universidade Federal de São Paulo (89º).

“O número de universitários no Brasil cresceu 60% entre 2005 e 2012, mas esse feito não vem sendo acompanhado pelo mesmo volume de financiamento”, disse editor da revista, Phil Baty.

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